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Hoje pela tarde, uma amiga veio comentar comigo sobre um prato que seu pai fez pro almoço.
“spaghetti, batante tomate picado, bastante azeite do bom, cubinhos de filé mignon cru, puxa o macarrão no azeite com alho e cebola, desliga o fogo, mistura o tomate, põe no prato e joga o mignon”
O tomate foi lembrado associoado também á memória de “casa de vó”.Logo teriam inicio as lembranças de gastronomia afeitiva, comidinhas que a vó preparava aos domingos, quando receberia a visitas dos filhos, netos e da parentaiada no geral. Eu compartilhei dessa nostalgia ao lembrar do fatoush, dos cubinhos de tomate dentro do charuto entre outras delicias da terrinha.
O tomate é comumente associado a cultura italiana, mas muito antes disso, as civilizações pré-colombianas jah o consumiam; assim como uma extensa gama de outros alimentos como o milho, feijões, batata, tabaco e frutas como o abacate e o cacau de cuja semente se fazia o chocolate. Inicialmente foi levado à Europa pelas expedições Colombianas (as mesmas q levaram o porco pra ilha q mais tarde viria a ser Cuba, pra abastecer as provisões de alimentos nos navios, durante as viajens às Indias), os europeus a tinham como planta exclusivamente ornamental, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, usadas em feitiçaria. O tomate ganhou popularidade quando os povos do sul da Europa declinaram sobre esta suspeita. A partir deste momento, o tomate passou a ser um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea.
Andando por ai, um dia desses, o Léo diz q está com vontade de comer as french fries do Mc Donald’s. E, como de praxe ao passar enfrente de uma franquia deles, eu sempre solto meu clássico: “adoro o picled cucumber deles” esse dia em especial, isso ficou na minha cabeça, o fato de eu gostar muito de uma coisa q até então eu não tinha o savoir faire.
Não muito contente com isso, decidi fazer o bendito picle de pepino em casa, e com convicção que o resultado seria positivo, fui buscar mais informações sobre o assunto. Até então o mais proximo que eu havia chegado, de preparar um pickles, foi uma receita de relish preparada na faculdade, relish eh um tipo de pickles feito com vegetais ( e isso o difere dos chutneys) e outros condimentos de forma, dar origem á um “tempero” usado em uma infinidade de pratos, e mais comunmente como guarnição de carnes ou recheios de hamburgueres.
Pois bem. Terminada a minha jornada por livros, internet e muitas perguntas aos chefes q eu conheço, cheguei a uma “receita” .
Comprei pepinos japoneses (não achei cornichon in natura) frescos, integros e firmes no mercado, dei uma branqueada muito rápida e cortei em pedaços de aproximadamente 6~7 cm. Pedi pra minha vó um pote de vidro com tampa, tipo maionese helman’s da vida, e dei uma “esterelizada” basicona com agua fervente. arrumei os pepinos bunitinho dentro do pote e joguei a mistura que os conservaria: agua, vinagre, pimenta dedo-de-moça, açucar e sal.
Numa panela, coloquei partes iguais de agua e vinagre branco, (150 ml +- de cada) e 40grs de sal, 100 de açucar e uma pimenta fatiada. Quando levantou fervura eu joguei no pote com os pepinos.
Deixei guardado num lugar “fresco” da casa, dentro de um saco de lixo pra não pegar luminosidade.
Daqui um mês eu escrevo outro post, contando se os pepinos ficaram otimos, ou eu abri o pote e joguei tudo fora…
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Essa semana fui apresentado à uma nova planta de uso gastronomico a qual até então ignorava completamente a existencia.
E que ignorância a minha, como pude ter vivido esses 20 anos sem comer jambú???O sabor é um tanto quanto intrigante, lembra um agrião, com uma ardencia bem sutil, o grande barato da planta é no entanto uma propriedade sensorial peculiar que causa nas papilas gustativas, ao ser mastigada, uma espécie de anestesia local bem leve, a sensação é incrivel, inesperada.Essa propriedade “anestesica” se perde quando a planta é exposta à cocção. Pesquisando a respeito do jambú, fiquei sabendo de coisas um tanto quanto curiosas a respeito. A planta é nativa da região amazonica, produzida e consumida em maior escala pelos paraenses, em pratos como tacacá e em outras preparações típicas da região.Uns tempos atras, a NATURA, com aquela campanha publicitaria de “desenvolvimento sustentável” foi até o Pará e ajudou por um tempo as comunidades locais enquanto elas “davam as dicas de como cultivar a espécie. Na posse das informações, eles simplesmente os abandonaram. Investiram em pequenos produtores do interior de São Paulo pra fazerem o cultivo da planta… E então lançaram a linha de cosmético que usa como base um óleo retirado do jambu (o spilanthol). O mundo é MESMO nos espertos….A NATURA e seus fornecedores estão pagando licença pelo uso das variedades desenvolvidas pelos pequenos agricultores paraenses?????
O pior é que existem processos de pedido de PATENTE do jambú na inglaterra, Japão e USA….. é mole??? querem roubar nossa planta!!!!
Enfim, COMAM MAIS JAMBÚ.
Eu faria uma salada com jambú, pera, abacaxi, e um vinagrete com mostarda e mel, bem basicão, o show fica por conta da sensação anestesica…

