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Santa Rosa
Novembro 5, 2009, 4:48 pm
Arquivado em: iguarias, vegetais

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A rua Santa Rosa, alí atras do Mercadão, fica meio escondida, o acesso é chatinho, a rua é suja e o cheiro não é legal.  Porem depois da primeira visita, a Santa Rosa torna-se um paraíso, a verdadeira padroeira dos cozinheiros de plantão ou dos de finais de semana.

Sabado passado fui fazer um tour pela regiao com duas alunas e amigas, (paula souza + santa rosa, num sabado véspera de feriado com Sol à pino). Foi divertido, as compras foram boa, a compania melhor ainda!

Na Santa Rosa encontram-se uma infinidade de temperos, vendidos a preço de banana (pra quem ta acostumado a compra-los no supermercado) A dica fica pra Casa Flora ( rua Santa Rosa nº 207), que vende os importados mais baratos como nunca vi na vida. Tem geléia queensberry por R$ 6,50 e alcaparras Raiola por R$ 2,85 o vidrinho! Alem de queijo brie (nacional) por R$ 31,00/kg. Molhos mexicanos hiperbaratos, nozes, oleaginosas e frutas secas por preços insanos, vale comentar tbm, que metade da área util de lá é dedicada aos vinhos e outras bebidas.

Dobrando uma das esquinas da santa rosa, encontramos a rua Profº Euripides Simões de Paula, que assim como a anterior, é fantastica! Nessa rua,  recomendo duas lojas. Uma delas no numero 131, é a Central dos Temperos, que vende…. como o nome sugere… temperos! Alem de outras coisas como plantas para fazer chás (infusões na verdade) e algumas sementes pra ração de pássaros. Lá o kg da pimenta do reino preta estava R$ 6,50 (o minimo vendido, de qualquer gênero é 250 grs) . O outro endereço é a ultima loja da rua, seguindo em direção ao Mercadão. Vende de tudo, a pechinxa fica por conta da carne de soja R$ 3,50/kg. Tomates desidratados por R$ 14,oo/kg.

É com esses tomates desidratados, que fiz minha compota de tomates secos. Comprei 250 grs (alias, a Simone comprou pra mim, e merece os créditos né Si?) Parece pouco, mas 250grs de algo desidratado costuma ter um volume considerável.

Peguei uma parte dos tomates, e deixei de molho 1 dia, num vinho branco avinagrado que tinha aqui em casa, já amolecidos, coloquei num vidro esterelizado e preenchi com 25% deazeite extra-virgem e 75% de óleo de canola, temperei esse oleo composto previamente como chimi-churry R$ 24,00/kg alho inteiro sem casca, sementes de coentro e cominho, pimenta do reino inteira e uma folha de louro.

Vai ficar um tempinho na geladeira apurando os aromas.



nº9 – Tomate
Junho 4, 2008, 8:34 pm
Arquivado em: vegetais

Hoje pela tarde, uma amiga veio comentar comigo sobre um prato que seu pai fez pro almoço.

“spaghetti, batante tomate picado, bastante azeite do bom, cubinhos de filé mignon cru, puxa o macarrão no azeite com alho e cebola, desliga o fogo, mistura o tomate, põe no prato e joga o mignon”

Embora seja bem básicão gostei do prato, tanto no visual, quanto na construção do sabor, e empolgado com a receita começamos a lembrar de coisas deliciosas e fáceis de se fazer, tendo como ingrediente base o tomate…. pico de galo, tomate farcie, sopa de tomate, e por ai vai.

 O tomate foi lembrado associoado também á memória de “casa de vó”.Logo teriam inicio as lembranças de gastronomia afeitiva, comidinhas que a vó preparava aos domingos, quando receberia a visitas dos filhos, netos e da parentaiada no geral.  Eu compartilhei dessa nostalgia ao lembrar do fatoush, dos cubinhos de tomate dentro do charuto entre outras delicias da terrinha.

O tomate é comumente associado a cultura italiana, mas muito antes disso, as civilizações pré-colombianas jah o consumiam; assim como uma extensa gama de outros alimentos como o milho, feijões, batata, tabaco e frutas como o abacate e o cacau de cuja semente se fazia o chocolate. Inicialmente foi levado à Europa pelas expedições  Colombianas (as mesmas q levaram o porco pra ilha q mais tarde viria a ser Cuba, pra abastecer as provisões de alimentos nos navios, durante as viajens às Indias), os europeus a tinham como planta exclusivamente ornamental, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras,  usadas em feitiçaria. O tomate ganhou popularidade quando os povos do sul da Europa declinaram sobre esta suspeita. A partir deste momento, o tomate passou a ser um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea.

  

 



nº5 – Pepino em conserva
Março 26, 2008, 11:59 pm
Arquivado em: iguarias, vegetais

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Andando por ai, um dia desses, o Léo diz q está com vontade de comer as french fries do Mc Donald’s. E, como de praxe ao passar enfrente de uma franquia deles, eu sempre solto meu clássico: “adoro o picled cucumber deles” esse dia em especial, isso ficou na minha cabeça, o fato de eu gostar muito de uma coisa q até então eu não tinha o savoir faire.

Não muito contente com isso, decidi fazer o bendito picle de pepino em casa, e com convicção que o resultado seria positivo, fui buscar mais informações sobre o assunto. Até então o mais proximo que eu havia chegado, de preparar um pickles, foi uma receita de relish preparada na faculdade, relish eh um tipo de pickles feito com vegetais ( e isso o difere dos chutneys) e outros condimentos de forma, dar origem á um “tempero” usado em uma infinidade de pratos, e mais comunmente como guarnição de carnes ou recheios de hamburgueres.

Pois bem. Terminada a minha jornada por livros, internet e muitas perguntas aos chefes q eu conheço, cheguei a uma “receita” .

Comprei pepinos japoneses (não achei cornichon in natura) frescos, integros e firmes no mercado, dei uma branqueada muito rápida e cortei em pedaços de aproximadamente 6~7 cm. Pedi pra minha vó um pote de vidro com tampa, tipo maionese helman’s da vida, e dei uma “esterelizada” basicona com agua fervente. arrumei os pepinos bunitinho dentro do pote e joguei a mistura que os conservaria: agua, vinagre, pimenta dedo-de-moça, açucar e sal.

Numa panela, coloquei partes iguais de agua e vinagre branco, (150 ml +- de cada) e 40grs de sal, 100 de açucar e uma pimenta fatiada. Quando levantou fervura eu joguei no pote com os pepinos.

Deixei guardado num lugar “fresco” da casa, dentro de um saco de lixo pra não pegar luminosidade.

Daqui um mês eu escrevo outro post, contando se os pepinos ficaram otimos, ou eu abri o pote e joguei tudo fora…



nº3 – Jambú
Março 12, 2008, 1:32 am
Arquivado em: vegetais

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Essa semana fui apresentado à uma nova planta de uso gastronomico a qual até então ignorava completamente a existencia.
E que ignorância a minha, como pude ter vivido esses 20 anos sem comer jambú???
O sabor é um tanto quanto intrigante, lembra um agrião, com uma ardencia bem sutil, o grande barato da planta é no entanto uma propriedade sensorial peculiar que causa nas  papilas gustativas, ao ser mastigada, uma espécie de anestesia local bem leve, a sensação é incrivel, inesperada.Essa propriedade “anestesica” se perde quando a planta é exposta à cocção. Pesquisando a respeito do jambú, fiquei sabendo de coisas um tanto quanto curiosas a respeito. A planta é nativa da região amazonica, produzida e consumida em maior escala pelos paraenses, em pratos como tacacá e em outras preparações típicas da região.Uns tempos atras, a NATURA, com aquela campanha publicitaria de “desenvolvimento sustentável”  foi até o Pará e ajudou por um tempo as comunidades locais enquanto elas “davam as dicas de como cultivar a espécie. Na posse das informações, eles simplesmente os abandonaram. Investiram em pequenos produtores do interior de São Paulo pra fazerem o cultivo da planta… E então lançaram a linha de cosmético que usa como base um óleo retirado do jambu (o spilanthol). O mundo é MESMO nos espertos….A NATURA e seus fornecedores estão pagando licença pelo uso das variedades desenvolvidas pelos pequenos agricultores paraenses?????

O pior é que existem processos de pedido de PATENTE do jambú na inglaterra, Japão e USA….. é mole??? querem roubar nossa planta!!!!

Enfim, COMAM MAIS JAMBÚ.

Eu faria uma salada com jambú, pera, abacaxi, e um vinagrete com mostarda e mel, bem basicão, o show fica por conta da sensação anestesica…