Thinkfood


Medalhao de filet Light com ervas e molho de vinho tinto
Setembro 15, 2009, 9:19 pm
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Filet ao molho de vinho tinto

A turma de Cozinha Light e Dietética, que estou dando aulas no Senac, é muito concentrada e esforçada.  Este final de semana fizemos esse delicioso medalhao de filet mignon ao molho de vinho tinto,  a receita é pra lá de batida,  porem o diferencial foi o cuidado no modo de preparo, a fim de ficar (como o nome do curso sugere)  diet ou light e o uso de milhões de ervas aromáticas para diminuirmos um pouco a quantidade de sal.  Alem disso, tentamos reduzir ao maximo a utilização de gorduras e carboidratos. O resultado foi digno de nota. Um filé suculento,  saboroso,  sem detrimento da qualidade do paladar.

O filet mignon é naturalmente uma carne pobre em gorduras,  o que fizemos, foi temperá-lo com muitas ervas em substituição de uma parte do sal ( tomilho, oregano, salvia, estragão, noz moscada, louro etc)  salteamo-lo em pouco azeite, ao final da cocção juntamos uma redução de vinho tinto e caldo light de carne em proporção igual.

O dia tambem nos rendeu um canelone de berinjela com ricota, e uma variação utilizando massa “integral” onde usei farinha integral (50%), farinha de trigo e semolina (25% cada)

A sobremesa foi um flan de laranja muito discreto, o sabor mesmo tendo sido feito com adoçante, aproximou-se 90% do sabor do que seria se fosse feito com açucar refinado.



DeeChocolates
Abril 1, 2009, 12:20 pm
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deechocolates

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nº12 – Do Comprometimento
Outubro 11, 2008, 3:49 am
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No dia-a-dia nós vemos acontecer muitas coisas, mas nen sempre paramos pra prestar atenção; no quanto bom ou ruim as coisas que estão acontecendo ao nosso redor são. Já faz um tempo que me formei, e hoje resolvi passar na universidade, visitar alguns amigos, e fazer contatos com antigos chefs, agora colegas de trabalho.Talvez pelo fato de ter me acostumado com a cena, antes eu não havia prestado atenção em detalhes curiosos das pessoas que estudam lá, e fazem o curso de gastronomia. Mulheres de todas as idades com quilos de maquiagem e desfilando com envergadura digna de Maria Antonieta. Umas se sentindo superiores ás outras, comparando seus utensílios de cozinha das mais mirabolantes grifes do mundo, dos mais variados materiais, uns mais hi-tech que os outros.

Os chefes (alguns poucos, devo ressaltar) numa eterna briga, pra decidir quem pode mais, quem tem o ego mais inflado. Aliás eu nen deveria separar as coisas como se de fato fossem muito distintas. Quase sempre que se fala de chefe de cozinha, está se falando principalmente do ego de determinada pessoa que tem por profissão a Alta Gastronomia. Ou ainda devo acreditar que pessoas são humildes?
O motivo desse post é único, porem quem julga gostar deveras de cozinhar, deve bater sempre nessa tecla. Onde fica a arte nisso tudo?
Antes de convenções hierárquicas, somos todos cozinheiros, embora alguns se AUTO-denominem chefe de cozinha, não somos mais do que cozinheiros que dominam (ao menos espera-se) as técnicas corretas para o trabalho com alimento. Dentre elas está a regra numero um dos apaixonados pelo sabor. “Quem tem que brilhar é a comida.” Seria a cozinha uma passarela? Seria o produto vendido num restaurante fino, apenas a imagem de um chef? Quem é pior, quem se presta a agir dessa forma, ou quem se submete a pagar por isso?

Temos um parâmetro do aceitável, um cozinheiro deve estar sempre com a higiene impecável, uniforme imaculado, pele limpa, cabelo preso, unhas limpas. Essa é a identidade do cozinheiro de verdade, neutro, intervindo apenas no alimento, pra transforma-lo em algo divino.
Sinceramente, acho nojento, corretivo, base, pó compacto, blush e rimel, derretendo, dentro de uma cozinha quente. Seria isso aceitável?  Seria! Perfeitamente aceitável!  Pois é isso que tenho visto por aí, e cada vez mais. As vezes dá vontade de chorar

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nº 11 – Da cozinha japonesa
Setembro 28, 2008, 3:24 am
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Itadakimasu!

Assim celebram os japoneses ao receber o alimento. A cozinha do Nihon, mais do que a cultura de um povo de tradições que remontam há milênios, reflete o espírito do arquipélago japonês. Vale notar que grande parte do que conhecemos dos costumes nipônicos provém do período em que a nação se fechou durante três séculos a qualquer contato com o mundo exterior, reabrindo seus portos apenas em 1865. A suavidade e fluidez da escrita, a harmonia das artes do ikebana e do sumi-e, a delicadeza das flores de cerejeira, a graça e disciplina das gueixas, tudo parece estar envolvido na cozinha de um dos povos que hoje estão entre os mais desenvolvidos do mundo.

Claro que o conhecimento culinário no Japão é o resultado de um processo lento de aprimoramento técnico e da adição de infinitos detalhes. Tudo isso resultou em uma espécie de “design alimentar”. Sem nunca se julgar uma cozinha absoluta, ao longo do tempo o país moldou sua cozinha até chegar à forma como agora é universalmente conhecida. Mais ainda: os japoneses fizeram de sua culinária uma linguagem cultural, que praticada de forma harmoniosa, traduz comportamentos, formas de pensar a vida, interpretação dos alimentos.  

Para compreender os fundamentos da cozinha japonesa é necessário tomar como base um triângulo: arroz, legumes e frutos do mar. Isso ocorre por razões geográficas, antes de tudo. Ao longo de sua formação histórica, o Japão limitou a agricultura a áreas restritas de cultivo, sempre localizadas em meio a terrenos acidentados, sopés de montanhas, regiões de solo vulcânico e trechos alagadiços. Muito embora também utilizem carne bovina e aves, é do mar que extraem a maioria dos ingredientes que temperam, garantem nutrientes e encorpam as refeições: peixes, frutos do mar, algas marinhas, mais uma série de condimentos,
massas feitas de pescados, concentrados etc.

 

 
Hoje, a primeira referência quando alguém se refere à cozinha que vem do Japão, é, evidentemente, a dupla – quase inseparável — sushi e sashimi. Esses dois pratos respondem pela popularização mundial dos restaurantes japoneses. Em duas décadas, os bolinhos de arroz enrolados em nori e os cortes de peixe cru se tornaram mais populares do que a pizza, antes o alimento mais conhecido e consumido no planeta. Vive-se a era do sushi.

 

Entretanto, ao contrario do que se pensa, trata-se de duas receitas quase que contemporâneas, quando comparados a hábitos alimentares milenares ainda praticados no Japão. O sushi, na forma como é consumido atualmente, surgiu nas mesas em 1824, quando o peixe, antes em conserva, foi trocado por finas fatias de peixe fresco e cru, e o arroz que era usado na conservação e posteriormente descartado, passa a ser substituído por arroz fresco acrescido de vinagre.

Incontáveis como o número de sakuras que florescem na primavera é a diversidade de pratos que a culinária nipônica foi adquirindo ao longo de sua criação. E hoje é encontrada em todos os continentes.
Apenas em São Paulo, por exemplo, estima-se que existam mais de mil estabelecimentos japoneses.


Motivos para tamanha expansão e popularidade não faltam. O foco da cozinha japonesa está nos sabores frescos, mantidos através do costume de oferecer estritamente o que está disponível de acordo com as safras e as estações no ano. Isso mantém uma ligação grandiosa entre a cozinha e a natureza, além de gerar um conceito que aponta para uma só percepção: utiliza-se não o que a natureza lhe deu, e sim o que o homem faz com que a natureza lhe dá. Característica da cultura de um povo que se sente parceiro, depurador ou adaptador do universo. Os japoneses prosseguiram durante séculos trabalhando diferentes ingredientes, com o objetivo de extrair o melhor, reconfigurando o alimento pelo corte ou pela cocção. A partir desses “estudos”, uma dieta foi elaborada pela alquimia de sabores que primam pela delicadeza de contrastes, texturas, volumes, cores, apresentação e seqüência de
degustação.

Em meio a esse turbilhão de acontecimentos, a cozinha japonesa, alem da beleza inegável das receitas, trazia um apelo de frescor e jovialidade, com louça em cores fortes, mais a ausência de gorduras e de produtos industrializados. E o melhor de tudo: era muito saborosa. O japonismo culinário apenas começava. Em pouco tempo, os ocidentais descobriam uma cozinha que primava não apenas pela estética, mas também pela harmonia dos sabores e harmonização entre os pratos que compõem cada refeição.
O “sushi boom” logo dominaria o planeta, deixando de ser um exotismo étnico. Agora já pode ser considerado patrimônio da humanidade.

Gochisosama!

 

 



nº10 – A construção do sabor
Junho 16, 2008, 5:54 pm
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Alain Ducasse diz que cozinha fusion é a escória da Gastronomia. Pessoas sobrepondo sabores de forma descontrolada, esperando um resultado arrojado, quase que milagroso.

É quando alguém faz um cozido por exemplo, o sabor fica deficiente e a pessoa começa a jogar coisas na panela, com fé de que ficará gostoso.  Fusion descontrolada é mais ou menos isso. No final das contas obtem-se um prato com sabores camuflados e ininteligíveis.
O mais triste ainda, é quando alguém que não tem conhecimento suficiente, prova e acha que está comendo algum manjar dos deuses. Não espero que todo mundo tenha o paladar aguçado, mas “abstração gastronomica” tem limites. O ego invadiu as cozinhas a ponto de afogar os cozinheiros, e acho sim que morreram submersos no próprio egoísmo e ainda além-tumulo continuam cozinhando. Quase tive uma síncope quando vi um chef famoso marinar um peixe de carne hiper delicada e branca, numa mistura que levava shoyu!

Quem cozinha, tem que, sobretudo potencializar sabores, não confundí-los! Sou adepto da simplicidade, pois na simplicidade já há uma complexidade de sabor, que os porcos comedores de pérolas não saberiam entender, e eu nao cozinho pra eles. Cozinho antes de tudo, pra mim, que sou o mais cri-cri com comida.

Costruir sabor demanda dedicação e respeito pelos ingredientes, pelo prato, e por suas origens.

Se Sócrates dizia que nada sabia, muita gente devia estudar um pouco conceitos próprios de cozinha, antes de entrar em uma. Muita gente deveria ter ainda aquela humildade que talvez só os hindus tenham, mas sem se desvalorizar e diminuir o que realmente sabem. Conhecimento não ocupa espaço, dizia minha vó. Que cada um conheça a si próprio!

photo: andy warhol

 


nº8 – Identidade
Maio 20, 2008, 2:29 am
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Ontem, fui com um grande amigo, num bistro de higienopolis. A casa famosinha tinha um ambiente que se não fosse a deficiência de iluminação; seria o tipo de lugar bem mais confortavel pra filosofar e comer. Fizemos o pedido, o prato chegou, bonito, cheiroso e QUENTE, sim! isso existe! Enfim. começei a reparar nas apresentações dos pratos que os outros comensais estavam destruindo, com algum cuidado persebi uma semelhança, algo que ligava meu prato a todos os outros servidos naquela casa, depois observando os ingredientes, a disposição deles no prato, a musica no salão e as combinações de sabores, bem como os cortes e as proporções, consegui quase que com uma destreza freudiana, traçar um perfil pro chef. E no meu palpite esse perfil seria perfeito. Sai da casa, sem ver a cara do sujeito, mas ainda vou investigar se acertei, tendo usado as informações que peguei implicitamente no étereo do lugar.

Identidade eh uma palavra complicada, e talvez eu não devesse usá-la prescisamente nesse caso, fato é que o cara conseguiu me passar uma imagem dele, que se nao for a verdadeira, mostra q ele está mal sintonizado com a comida que faz…. se for fiel DEMAIS eu vou desconfiar que o cara é tão egocêntrico a ponto de fazer os pratos a sua imagem e semelhança, assim como dizem que Deus fez o homem. (nesse caso nao penso ser egocêntrismo, apenas nao acredito em uma figura humana pra Deus) O blog era de gastronomia não era?!Para a Antropologia, a identidade consiste na soma de sinais, marcas e características – positivas ou negativas – que individualizam o indivíduo ou coisa, sendo determinada pela identificação, que nada mais é que a delimitação da individualidade.

 

 

 

Não vou me aprofundar no assunto, talvez pela falta de competencia com isso. Mas resumindo, um prato é uma forma de veicular uma identidade, que se não for a sua, espera-se que seja uma identidade criada com um proposito.



nº7 – Conceito
Maio 15, 2008, 1:46 am
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Gastronomia tem sido um curso em alta, virou moda nesses ultimos anos. Isso pode ser facilmente constatado visitando qualquer uma das grandes universidades de nome que oferecem o curso aqui em São Paulo.

Talvez pra um jovem de 17 anos, um curso de engenharia, química, ou veterinária, pareça menos atrativo que um curso de formação rápida como o de gastronomia que tem media de duração de dois anos, alem da “rapidez” do curso, ainda se tem a impressão de ser uma carreira fácil, homens bonitos de dólmã imaculada fazendo fama na televisão com aquele glamour aparente. E chefs renomados de dólmã igualmente imaculada sendo bajulados em todas revistas e colunas possíveis q tratam do assunto de gastronomia.
Fato é que a profissão da forma como realmente é no behind the scenes, não é pra qualquer perfil de pessoa. E não estou falando de características físicas ou sociais, é algo mais complexo.

Mais do que ter que ser uma pessoa esperta, que faça cortes com destreza, agüente trabalhar em pé muitas horas seguidas, se acostume a trabalhar sob pressão, seja obsecada pela extrema perfeição sempre, e tenha em mente que a estrela da festa eh a comida e não o cozinheiro, o candidato a chef ainda tem que ter conceito. Não estou falando em ser uma pessoa conceituada, ser conceituado é na cabeça dos outros, ter conceito é na cabeça própria do cozinheiro.

É a comida que tem que brilhar, aparecer, ser famosa, e o chef quando consegue acompanhar isso, tem que ser por mérito próprio. Homens com ego insuflados, encontram-se nas mais diversas áreas profissionais, na gastronomia não é diferente. Já ouviste algum cozinheiro admitir um erro? Admitir um engano? Pois nen ouvirá.

Como dizia um professor: “Eu ainda prefiro ouvir oq tem a dizer, as velhinhas européias com pêlo no queixo q sabem cozinhar como poucos”

Ao invés de copiar, fazer pequenas alterações e tomar pra si o trabalho jah iniciado por outra pessoa, acredito q seja o ideal, que se esforce por algo próprio. È fácil abrir revistas de gastronomia e ver pratos com o mesmo estilo de apresentação, montagens parecidas, nenhuma inovação, os pratos freqüentemente ainda se assemelham com orquídeas ou nos pratos sem altura, uma profusão de mosaicos, linhas feitas com molhos coloridos com único fim decorativo, e coisas do tipo, sem propósito gastronômico. Estão ali no prato simplesmente de enfeite. Pergunte ao chef qual a proposta daquele prato, tenho certeza q poucos saberão. Comida gostosa, minha vó faz, comida com propósito poucas pessoas no mundo conseguem fazer.

Façamos então o “low profile” até o dia que nos dignarmos a ter capacidade de fazer algo próprio. Por hora tenho o conceito em mente, já é bem bom. Agora I must to take it flow.

Agradecimento à quem me faz feliz. Que tornou o Thinkfood possível.

 

 



nº6 – O Fogo
Maio 2, 2008, 2:42 am
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Vou começar esse post da forma como prometi, contando sobre minha ultima experiencia gastronômica. Pois bem, um mês depois, abri o pote com os pepinos e aquela salmoura que eu tinha feito. o resultado final foi absolutamente satisfatório salvo pelo fato do exagero de capsaicina na salmoura, acabei usando uma pimenta dedo-de-moça inteira fatiada, sabendo que a substancia que causa a picância eh lipossoluvel, imaginei que ficaria apimentado o suficiente, de fato não chegou a mascarar o gosto do pepino, porém eu buscava uma picancia leve, bem sutil e quase imperceptivel. Em comemoração, fiz um sanduiche monstro, do tamanho que minha boca que nao é pequena não conseguisse comer.Me sugeriram falar sobre o fogo e a importancia do dominio do cozinheiro sobre a fonte de calor que incide sobre o alimento. Durante uma parte da minha formação eu escutava um chef dizendo todo o tempo: “Você pensa! O fogo não pensa!” . Naquela época, logo quando tivemos o primeiro contato com a cozinha da faculdade, 90% dos alunos levavam um baile do fogo.A Gastronomia foi “descoberta” quando o homem pré-historico dominou o fogo, inicialmente o fogo matava as bacterias da carne e tornava alguns alimentos mais digestivos, alem de ter tido outros papeis fundamentais como por exemplo, manter animais perigosos longe deles.

 

Cada alimento tem uma espécie de tolerância ao calor, e isso é aquele tipo de coisas que não sei o porquê em nenhum livro pode-se aprender. Cada alimento reage de uma forma diferente, alguns derretem, outros queimam, outros endurecem, perdem textura, enfim. O calor faz o alimento perder umidade, o dominio do calor no alimento, vai dizer o quão rapida vai ser essa perda de umidade e cabe ao cozinheiro saber qual resultado vai querer.
Vou usar como exemplo a carne, uma grande quantidade de calor por um periodo curto, vai ressecar a carne por fora e manter os liquidos dentro. (é oq chamamos na cozinha de “selar”) depois de selada se a carne receber uma quantidade menos de calor, por um tempo médio a cocção vai avançar e uma parte dos liquidos vão evaporando.
No caso de um pedaço de gordura animal, por exemplo a que encontramos na parte externa da picanha…  se essa gordura for exposta a calor alto por um periodo curto, ela se  contrairá e se manterá integra, se essa mesma gorgura for submetida a pouco calor a longo prazo, boa parte dela se dissolveria e a parte restante que ficasse ainda presa à carne, se tornaria muito macia, com uma textura que lembraria a de uma gelatina.

Dois bons exemplos de testes pra se saber se alguem possui dominio do fogo, eh pedir pra fazer uma panela de arroz, e um medalhão de filé mignon! Será que vc consegue um arroz hiper solto, sem quebra de grãos e um medalhão au point????