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nº4 – A melhor manteiga
Março 15, 2008, 1:15 am
Arquivado em: iguarias | Tags:

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Hoje em dia a manteiga ocupa um lugar tão natural em nossa mesa, que quase acreditamos que ela existe à seculos. Na realidade só se ouve falar na boa manteiga há menos de 100 anos, pelo menos no que diz respeito ás cozinhas familiares. Nas cozinhas da corte já havia sido adotada desde o século XVI. Parecia que j´pa existia a milenios mas era um produto raro e de dificil conservação.

Em Charentes foi um inseto que preparou o caminho pra manteiga: a phyloxera. Esta danificou as vinhas de tal forma que muitos dos vinicultores nao tiveram outra alternativa senão dedicar-se a industria leiteira. Em 1888 foi fundada a primeira cooperativa e com a introdução da pasteurização, tal como a criação especifica de vacas leiteiras, o treco floresceu. O clima umido e temperado do Atlantico tambem ajudou, uma vez que era muito propício para o desenvolvimento de campos de pastagens viçosas.
Em Échiré, uma aldeia a norte de Niort cujas pastagens estão circundadas pelo Sèvre Niortaise, soube-se tirar partido das vantagens oferecidas pela Natureza. Uma cooperativa criada em 1894 zela pelo bem estar da comunidade e das suas vacas. Todo dia o leite eh recolhido em caminhões proprios, pra que seja trabalhado o mais fersco possivel.

Após a desnatação no centrifugador adiciona-se às natas 1-2% de fermento lácteo e deixa-se curar biologicamente  entre 16-18 horas á 14ºC. depois a manteiga continua sendo batida  na grande e resistende batedeira de madeira de teca. Bater permanentemente desfaz os grumos de minusculas bolinhas de gordura que se liberta formando grãos cada vez maiores . Quando atingem o tamanho de ervilhas extrai-se o soro da manteiga ja quase praticamente sem gordura. Os restos do soro da manteiga são retirados da batedeira com agua de fonte para que não desenvolvam nenhum sabor de ranço.

De seguida amassa-se até que os grãos d emanteiga formem uma massa homogenea com 16% de umidade. A fresca manteida Échiré pronta embrulhada em papel aluminio dourado e dentro de sua cestinha de aparas, tem uma consistencia perfeita e seu aroma delicado de noz supera seus numerosos concorrentes de Poitou-Charentes, da Normandia e de toda e qualquer localidade do mundo.


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